terça-feira, 30 de dezembro de 2008

FIM-DE-ANO

Meu Deus do céu, 2008 está acabando, este ano foi difícil!
Passei o mês de janeiro correndo com minha mãe para o cardiologista. A pressão no limite. Foquei nela para levar a termo a cirurgia de catarata. Meu pai ficou em segundo plano, coitado.
Mara de resguardo, mamãe se preparando para operar. Meu pai perdido dentro dele mesmo, aparentemente alheio a tudo.
Minha mãe operou o primeiro olho no dia 15, tudo ok, foi marcado o dia 30 para fazer o outro olho.
Zemiltom a trouxe cedinho. Levei-a ao hospital e enquanto ela operava fui ao tribunal adiantar uns expedientes. Foi o último dia de trabalho do Cosmo, levei uma torta e refri para a despedida. O ano sem ele foi complicado, ele dava um bom suporte a todas nós.
Cardoso me ligou para ir pegar mamãe, graças a Deus estava operada, pronta para ir pra casa. Ainda passei no apartamento para deixar Cardoso que foi chamado pelo sobrinho favorito para ir a Palmital. Só depois fui levar minha mãe.
Ao chegar fui direto para ver meu pai, sendo que não era esse meu costume. Eu andava pela casa e quando via que ele não estava por ali, eu ia ao quarto.
Não sei por que cheguei chamando por ele e fui entrando. Ele estava deitado de costas para a porta, mas notei o quanto ele estava pálido. Senti uma fisgada, uma dor seca no coração. Ele estava morto. Chamei a Mara que começou a chorar e ligou para o marido que veio correndo.
Foi a maior barra pesada, cuidei de tudo para fazer o traslado. Quinta-feira peguei a estrada para Teresina no carro da funerária. Mamãe foi de avião. Tudo aconteceu de forma perfeita, orquestrada. Domingo cedinho estávamos de volta. A Van da funerária nos deixou em casa.
Danhilo comprou moto, trocou por carro, trocou de emprego. Ficou sem emprego. A namorada dele passou em concurso e foi chamada. Ele involuindo.
Vanessa terminou namoro, começou, terminou. Sofreu.
O meu cunhado, cheio de filho pra criar também perdeu o emprego de mais de 15 anos e quase ficou louco. Entrou em depressão. Todos os amigos se afastaram. Mara começou a fazer comida para vender e está dando um bom suporte. Ele conseguiu novo emprego.
Em junho comprei um carro novo, o primeiro de minha vida. Em julho saí de férias e viajei com Cardoso para Teresina. Na volta sofri um acidente tenebroso. Fui fechada por cinco bandidos de bicicleta. Não consegui segurar o carro e voei de ré em alta velocidade, arrancando árvores, matando cobras.
O carro amassou todo, mas ficou operacional e seguimos viagem. O prejuízo foi de chorar. Termino de pagar o conserto hoje.
Para fechar com “chave-de-ouro”, dia 25 de dezembro o Zé Luiz mesmo sem habilitação, (o maldito DETRAN fez greve por um tempo absurdo e atrapalhou a vida de muita gente) foi treinar na moto zero que ele comprou há uns três meses e se esborrachou. Quebrou clavícula e passou por uma cirurgia para restaurar o osso.
Passei o final de ano correndo para o hospital...
GLORIA A DEUS!