Meu Deus do céu, 2008 está acabando, este ano foi difícil!
Passei o mês de janeiro correndo com minha mãe para o cardiologista. A pressão no limite. Foquei nela para levar a termo a cirurgia de catarata. Meu pai ficou em segundo plano, coitado.
Mara de resguardo, mamãe se preparando para operar. Meu pai perdido dentro dele mesmo, aparentemente alheio a tudo.
Minha mãe operou o primeiro olho no dia 15, tudo ok, foi marcado o dia 30 para fazer o outro olho.
Zemiltom a trouxe cedinho. Levei-a ao hospital e enquanto ela operava fui ao tribunal adiantar uns expedientes. Foi o último dia de trabalho do Cosmo, levei uma torta e refri para a despedida. O ano sem ele foi complicado, ele dava um bom suporte a todas nós.
Cardoso me ligou para ir pegar mamãe, graças a Deus estava operada, pronta para ir pra casa. Ainda passei no apartamento para deixar Cardoso que foi chamado pelo sobrinho favorito para ir a Palmital. Só depois fui levar minha mãe.
Ao chegar fui direto para ver meu pai, sendo que não era esse meu costume. Eu andava pela casa e quando via que ele não estava por ali, eu ia ao quarto.
Não sei por que cheguei chamando por ele e fui entrando. Ele estava deitado de costas para a porta, mas notei o quanto ele estava pálido. Senti uma fisgada, uma dor seca no coração. Ele estava morto. Chamei a Mara que começou a chorar e ligou para o marido que veio correndo.
Foi a maior barra pesada, cuidei de tudo para fazer o traslado. Quinta-feira peguei a estrada para Teresina no carro da funerária. Mamãe foi de avião. Tudo aconteceu de forma perfeita, orquestrada. Domingo cedinho estávamos de volta. A Van da funerária nos deixou em casa.
Danhilo comprou moto, trocou por carro, trocou de emprego. Ficou sem emprego. A namorada dele passou em concurso e foi chamada. Ele involuindo.
Vanessa terminou namoro, começou, terminou. Sofreu.
O meu cunhado, cheio de filho pra criar também perdeu o emprego de mais de 15 anos e quase ficou louco. Entrou em depressão. Todos os amigos se afastaram. Mara começou a fazer comida para vender e está dando um bom suporte. Ele conseguiu novo emprego.
Em junho comprei um carro novo, o primeiro de minha vida. Em julho saí de férias e viajei com Cardoso para Teresina. Na volta sofri um acidente tenebroso. Fui fechada por cinco bandidos de bicicleta. Não consegui segurar o carro e voei de ré em alta velocidade, arrancando árvores, matando cobras.
O carro amassou todo, mas ficou operacional e seguimos viagem. O prejuízo foi de chorar. Termino de pagar o conserto hoje.
Para fechar com “chave-de-ouro”, dia 25 de dezembro o Zé Luiz mesmo sem habilitação, (o maldito DETRAN fez greve por um tempo absurdo e atrapalhou a vida de muita gente) foi treinar na moto zero que ele comprou há uns três meses e se esborrachou. Quebrou clavícula e passou por uma cirurgia para restaurar o osso.
Passei o final de ano correndo para o hospital...
GLORIA A DEUS!
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Caramba, Hildinha. Só vc mesmo prá enfrentar essa barra e ainda sorrir para a vida! É por coisas assim que eu a admiro! Mas oro pedindo a Deus q abençoe 2009 para q ele trancorra mais leve, mais alegre, mais feliz, mais tranquilo...Gosto muito de vc e a-mei reencontrá-la. Bjns, com krin, Denise.
ResponderExcluirparabéns por enfrentar essas tribulações com tanta coragem e sem deixar a peteca cair, tia! a sra eh muito forte, continue assim, e em 2009 seja feliz!!
ResponderExcluirolha so q legal esse trecho do poema "Palco da Vida" de Fernando Pessoa:
ResponderExcluir"Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
...
Pedras no caminho? Guardo todas... Um dia vou construir um castelo!"
Parece que foi ontem e já se vão dois anos!
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